Artrite reumatóide

É uma doença inflamatória sistêmica, autoimune, crônica e progressiva, caracterizada pelo comprometimento primariamente de pequenas articulações, como por exemplo das mãos e dos pés, podendo levar a destruição óssea e cartilaginosa, causando consequentemente deformações ósseas, se não tratada adequadamente.

É mais comum no sexo feminino, sua prevalência aumenta com a idade, podendo acometer até 10% em pessoas acima de 65 anos.

A causa da artrite reumatóide tem múltiplos fatores, sendo os principais relacionados a fatores ambientais, principalmente o tabagismo, periodontite, infecções, fatores genéticos e perda da autotolerância, fator este relacionada a autoimunidade.

Os sintomas são dor, inchaço e limitação dos movimentos das articulações acometidas, além da presença de rigidez matinal (sensação de mãos travadas pela manhã, ao acordar).

As articulações mais acometidas são as das mãos, nas regiões das metacarpofalanges e as interfalanges proximais, de forma simétrica, aditiva, porém as articulações dos pés, tornozelos, ombros, cotovelos, coluna cevical, quadris e joelhos também podem ser apresentar os sintomas referidos.

É importante ressaltar que manifestações extra-articulares também podem acontecer, sendo a artrite reumatóide uma doença sistêmica, ou seja, que acomete todo o organismo. As principais são os nódulos reumatóides na pele, episclerite, ceratoconjuntivite sicca, acometimento pulmonar, como fibrose, nódulos e derrame pleural, cardíaco, renal, anemia, manifestações neurológicas, como mielopatia cervical, mononeurite múltipla, depressão, fibromialgia, osteopenia e osteoporose.

A investigação se inicia com exames laboratoriais, como VHS, PCR, fator reumaóide, anticorpos antiproteínas citrulinadas e exames de imagem, como radiografias em busca de erosões ósseas e outras alterações compatíveis com a doença e ultrassonografia.

É importante realizar o diagnóstico e o tratamento de forma precoce afim de evitar deformações ósseas.

Atualmente o tratamento se inicia com a educação do paciente e da família sobre a doença, uso de medicamentos modificadores de curso de doença como o metotrexato, leflunomida, corticóides na menor dose e no menor tempo possível. Em caso de falha a esses tratamentos, está indicado o início dos biológicos, como os anti-TNF, bloqueador da coestimulação dos linfócitos T, antirreceptor de interleucina 6, inibidor da JAK quinase e anti-CD20.

Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia

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