Fibromialgia

É uma síndrome dolorosa crônica, caracterizada principalmente por dor musculoesquelética generalizada, fadiga, sono não reparador (aquele sono que não descansa) e sintomas como depressão, ansiedade, humor e prejuízo da memória.

Ela é uma doença que ainda está sendo desvendada, porém nas últimas décadas, muitos aspectos da fisiopatologia foram elucidados como o maior entendimento da genética, dos gatilhos periféricos, das disfunções dos sistemas autônomo e hormonal, das anormalidades psicofisiológicas e das anormalidades na neurotransmissão e estruturação no sistema nervoso central (SNC).

Resumindo, a fibromialgia é uma síndrome de sensibilização central, que pode ser definida como uma resposta anormal e inadequada do SNC aos estímulos periféricos (que podem ser dor, calor, sons) devido a uma hiperexcitabilidade neuronal, causando uma dor inadequadamente amplificada.

Atualmente, a doença não é considerada mais como doença de exclusão, ou seja, ter uma doença não descarta a presença da fibromialgia.

O diagnóstico é clínico e baseado no Índice de Dor Generalizada e na Escala de Gravidade dos Sintomas.

O tratamento deve incorporar estratégias não farmacológicas e farmacológicas.

Das estratégias não farmacológicas: 

1) Educação do paciente e da família no intuito de entender o que é a doença, as etapas do tratamento e a necessidade da participação do paciente no tratamento

2) Atividade física aeróbica são os que mais foram estudados e o que trazem maior resultado

3) Terapias psicológicas como a terapia cognitiva-comportamental entre outras, como meditação, hipnose, terapia de comprometimento e aceitação

Das estratégias farmacológicas: 

Os medicamentos mais estudados são os antidepressivos “duais” (inibidores da recaptação de norepinefrina e serotonina), como duloxetina e venlafaxina, os tricíclicos, como amitriptilina e nortriptilina, fluoxetina, além de miorrelaxantes, gabapentinóides, como pregabalina.

É importante ressaltar que anti-inflamatórios e opióides, com exceção do tramadol, não são indicados por não trazerem benefícios na melhora dos sintomas.

Lembrando que todos os medicamentos tem efeitos colaterais e seu uso deve ser orientado e supervisionado por um médico habilitado. Não se automedique e se tiver dúvidas, agende uma consulta com a Dra. Gabriela Ogawa.

Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia

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