Espondilite Anquilosante

Espondilite anquilosante está dentro de um grupo de doenças inflamatórias que recebe o nome de ESPONDILOARTRITE.

 Esse grupo de doenças tem sintomas comuns como: acometimento da coluna e bacia, artrite (inflamação das articulações) de mãos, pés, joelhos, cotovelos entre outras, inflamação das ênteses (é a união de um tendão, cápsula articular, ligamento ou fáscia muscular a um osso), dactilite e manifestações extra-articulares como inflamações nos olhos, intestino e psoríase.

A espondilite anquilosante (EA) afeta principalmente homens com idade inferior a 40 anos, sendo mais frequente na população branca.

A etiologia/causa da EA ainda não está totalmente esclarecida, porém acredita-se que seja o resultado da associação entre fatores genéticos, ambientais e sistema imunológico.

O HLA-B27 é o fator genético mais importante nas EA, estando presnete em mais de 90% dos pacientes.

Sintomas: 

– Dor lombar que piora muito à noite, acordando o paciente

– Rigidez matinal, aquela sensação de coluna travada

– Fadiga

– Artrite

– Dor na região das ênteses, sendo muito frequente na região da fáscia plantar e do tendão do calcâneo

– Uveíte – inflamação nos olhos

– Psoríase

– Doença inflamatória intestinal

Para realização do diagnóstico é necessário levar em consideração a idade e o sexo do paciente, sintomas articulares e extra-articulares, além do histórico familiar.

Exames complementares:

– Radiografia das sacroilíacas

– Ressonância magnética

– Exames laboratoriais como o HLA-B27 e provas inflamatórias como velocidade de hemossedimentação e proteína-reativa

Existem índices que avaliam vários sintomas em um mesmo momento, fornecendo informações mais completas sobre o estado da doença, como BASDAI e ASDAS.

O tratamento tem como objetivo melhorar a dor, rigidez e fadiga, além de manter e melhorar a flexibilidade e mobilidade das estruturas acometidas.

Para iniciar o tratamento, é muito importante a conscientização do paciente quanto a necessidade de realização de atividade física e alongamento diários.

Para o tratamento farmacológico, os anti-inflamatórios não esteroidais são os principais medicamentos, porém a sulfassalazina, o metotrexato e os biológicos, como os inibidores do fator de necrose tumoral também podem ser utilizados em caso de falha as medicações citadas anteriormente.

Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia

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